sábado, 25 de junho de 2011

Profile

Espero que jamais desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que reconheças o poder do outro sem esquecer do seu. Que as mentiras alheias não confundam as verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares , continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desleixo.

O tempo passou, com ele foi-se a minha habilidade de escrever linhas, preencher lacunas, enumerar espaços em branco e até mesmo colocar pingos em minha vida.  Nunca fui bom em tudo que fiz, nem tentei chegar perto da perfeição, até porque isso não existe e nunca existirá na vida de qualquer ser humano.
Longos dois meses se passaram, posso dizer que congelei no tempo ou apenas vivi momentos e deixei de lado meu pequeno visgo artístico, um erro o qual não deve se repetir. Sem as palavras não sou nada, não somos ninguém e muito menos aprendemos a ler através dos olhos de outro alguém.
Faço trechos, começo histórias, porém meus fundamentos não são bem claros, minhas idéias estão distantes de ser compreensíveis e o meu retorno é um mistério sem fim. Descompensado é o jeito que os dados rolam sob a mesa, ironicamente o meu destino se resume a números e projeções lógicas de como será o resultado que tanto se espera ao lançar a sorte diante de um pedaço oco de cor amadeirada.
A angustia de associar todos os defeitos e imperfeições a mim faz com que eu me assemelhe a um jogo de bloquinhos, o qual você lapida de várias formas. Insegurança é a palavra certa para definir essa permissão tola. Com isso, minha única solução é a repulsa, quanto mais distante estiver de ti poderei me reestruturar contra todas as mutilações do destino.
Por fim, é meio complexo tentar prever o que se pode acontecer daqui pra frente. Esse paradoxo retrógrado há muito tempo não me ergue, só enche o meu corpo e transborda a alma de forma que acomode todos os meus sentidos durante o processo temporal.