Por de trás das esferas dos meus olhos negros, é que se esconde a ferocidade do medo que você sente ao fitar-me. É difícil tonar a soltar o ar, pois a insegurança de imaginar que minhas garras são capazes de arrancar desde o último suspiro até a penúltima gota do seu sangue, te desmorona em grande escala.
Prossigo sutilmente, pegada após pagada, imerso em uma densa cortina de fumaça acinzentada, cercando pouco a pouco cada milímetro de adrenalina que o teu corpo emite, mesmo que eu nunca a tenha farejado antes. O seu tormento é tão perceptível que quando desvias o olhar ao chão, consigo observar a imagem do desespero refletir sob o gelo.
A minha pelugem é quem guia a tua visão petrificada, minha melhor defesa, diga-se de passagem. O ponto chave que mascara toda a falsa doçura. Por dentro um instinto assassino, uma sede por sangue. Por fora, um predador insaciável que não demonstra brilho ao iniciar qualquer perseguição que seja.
Agora eu chegara perto, perto demais pra entender que você não passa de uma presa que precisa ser executada sem piedade. Entendo finalmente que meu único desejo é esquartejar-te e devorar-te carne a dentro.
A minha pelugem é quem guia a tua visão petrificada, minha melhor defesa, diga-se de passagem. O ponto chave que mascara toda a falsa doçura. Por dentro um instinto assassino, uma sede por sangue. Por fora, um predador insaciável que não demonstra brilho ao iniciar qualquer perseguição que seja.
Agora eu chegara perto, perto demais pra entender que você não passa de uma presa que precisa ser executada sem piedade. Entendo finalmente que meu único desejo é esquartejar-te e devorar-te carne a dentro.

