Passam dias, horas, minutos, segundos e aqui estou, preso a um mundo mágico, tentando buscar a ausência que cresce cada vez dentro de mim, penso que hoje ainda posso segurar o punho de outro alguém, sentir as veias do pulso saltar com toda força feita no ato de companheirismo, só que por um instante sinto o desapego larçar-me para longe vigorosamente, seco e sem sentimento como uma rocha que só se corrói depois de muitos anos.
Aos poucos vou me desintegrando, aniquilando toda a esperança, amor e afeto pelos que me abraçam. Foi-se o tempo em que algumas órbitas giravam ao meu redor, deixei de ser o sol de toda a constelação, passei a ser um único e pequeno astro que ao longo do tempo vai surgir em forma de Lua. Fria, gélida e oca, porém esplendorosa ao cair da noite, ela iluminará a todos e restabelecerá a sua existência mais uma vez.
De nada me assombra intercalar os fatos a um sorriso em forma de poeira, não é fácil e muito menos extremamente complexo entender tudo isso, basta fechar os olhos e analisar com o coração, um sorriso falece a partir do momento em que perde o seu brilho inicial, esmaga o teu sentimento e só resta aprender com solidão a forma mais segura de sobreviver.
Um dia tudo isso pode passar, ter um ponto final, contudo as lembranças sempre permanecem, nada dentro de você pode ser deletado, só que tu aprendes outros meios de bloquear a história que constituí sua vida, e daí você sabe o porque a Lua ergueu-se novamente.
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