terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quatorze do três de dois mil e nove.

Estou ansioso, é meu primeiro dia. Esperei longos meses cultivando cada pedaço do mistério do que seria o início do terceiro grau.
Eu sou acadêmico, sou calouro, é mais fácil me definir como “PERDIDO”.
Estou na Universidade, grandes merda. Eu continuo perdido.
Não sou mais calouro, sou aprendiz das minhas decisões e daqui pra frente tudo que eu quiser ser vai depender de mim.
Em menos de um semestre já tive professores distantes da normalidade, uma louca e outro tarado, ainda bem que eu sou normal.
Sou preguiçoso, talvez carismático e tampouco bonito, pode ser que seja eu.
Nunca fui amante da leitura, nem fui estudioso. Até hoje não aprendi a escrever, desconheço as concordâncias, mas continuo duvidando das minhas capacidades.
Eu tenho amigos, companheiros, devo agradecer a todos eles, bons ou ruins todos querem o meu bem.
Eu já disse, não gosto de estudar e jamais serei bom em me alto descrever, sou burro minha gente! Não da pra perceber dentre as roupas desajeitadas e os cabelos despenteados.
Sim, eu trabalho. Porém, não senti nem o cheiro do tal primeiro salário, é muito azar pra pouco pibidiano.
Eu odeio a Oi, quero estudar, quero fazer meus trabalhos, quero minha banda larga, eu sou responsável, acreditem.
Ainda desconheço todas as normas da ABNT e só de lembrar já dá calafrios, pois me vem à imagem infernal da LDB.
O fim do semestre está próximo e de quebra tenho que começar a terminar o meu projeto, deu pra entender não é.
Por fim estou aqui, jamais fiz uma descrição em público sobre mim tão espontânea, espero que tenham gostado.
Mil desculpas, mas não troco tão cedo a privacidade do meu bloco de notas.

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