"Respirar, inspirar, excretar, destilar,
porque não há ar que nos permita abandonar os desvios dessa vida."
Acordar, é o mesmo que aceitar que os dias cabem habitualmente dentro de cada remoto pessoal. Uma calmaria que, até entrelaçar os cadarços chega ser assim, como se nós constantemente abandonássemos o fervilhar, uma preguiça só.
Mas são muitos engarrafamentos, tantos compromissos. As vezes sentir o meio dia tornar-se meia-noite num estalar, nem de longe é anormal e é de dar dó, quando pensamos naqueles que não conseguem andar nessa monotonia metropolitana. Aqueles seres apáticos, estáticos ou melhor dizendo, esvaziados mentais.
Essa é a graça na raiz do ser. Uma pilha de baterias não descarregáveis, sem plug de partida ou chegada, sem tempo pra sinal vermelho ou amarelo, o verde é ligado num constante.
Calem-se vocês todos que pensam o contrário, seres desacreditados no seu intervalo, do seu jeito, da sua maneira. Mesmo que seja vagaroso, é ao seu modo de enfrentar esse velocímetro desajustado que se desconstrói o trivial.
Calem-se vocês todos que pensam o contrário, seres desacreditados no seu intervalo, do seu jeito, da sua maneira. Mesmo que seja vagaroso, é ao seu modo de enfrentar esse velocímetro desajustado que se desconstrói o trivial.
É dessa tortura que eu falava... Essa é a graça, de fazer parte e estar imerso nessa espiral, desacreditando que tu sejas um peso ou contra-tempo, é tudo tão banal, que não há tempo de pensar em tropeços.
Pedalai-vos.
Pedalai-vos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário