segunda-feira, 24 de outubro de 2011

É isso.

Hoje eu acordei, aparentemente as coisas estavam postas no mesmo lugar.
Achei meio estranho, preciso de turbulências.
A cama estava a mesa, a preguiça estava sob mim intimamente, até o relógio tocar.
São sete e ponto, sinto cheiro do cappuccino em cima do criado mudo, enquanto a água ardente toca minha pele.
Onde está a toalha quando eu mais necessito encontrá-la? Entrei no quarto, calmamente.
Liguei o computador, estou ouvindo a melhor música, é o dia do perfeito bom dia.
E com os olhos embaçados, busquei os óculos mais desfocados. Escolhi a melhor roupa.
Esta claro, nuvens azul tom celeste, estou atravessando.
Não acordei, não vivi, não dormi.
Sou zumbi, seja bem vindo a vossa realidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

I Write.

Eu escrevo pra lavar os poros e matar as impurezas que fazem parte de mim.
Eu escrevo, por que tenho que passar a diante tudo aquilo que vivi.
Eu escrevo, não por obrigação, mas pelo livre arbítrio de poder articular as palavras.
Eu escrevo, com a esperança que todos um dia possam ter um leitor dentro de si.
Eu escrevo, porque todo livro é um sonho.
Eu escrevo, pra mim mesmo, pra eu mesmo e todos os terceiros.
Eu escrevo apenas pelo motivo de não ter o objetivo de ser o primeiro.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Memórias.


Nunca fui detalhista, perfeccionista e estou distante de ser sistemático. Acho que isso parte do princípio da organização, coisa que me falta até demais.
Sou um tanto sereno, alegre, espontâneo. Mas trocaria tudo isso por uma única palavra chamada determinação.
Desde pequeno eu tive sonhos, até hoje continuo viajando e mergulhando nos astros da imaginação, pena que sonhar pra mim após barba no rosto, transformou-se em realidade.
Nunca fui um poeta do tipo galanteador, prefiro um “Não” bem dito ao ter que esperar pois ainda não tive um encontro casual com a paciência.
Já deixei pessoas, o problema é desligar-se de algo que faz parte de você, isso se chama viver.


Tenho pés, mãos, boca e coração. Distante de toda preocupação, lembro como se fosse hoje quando redigi esse pedaço de mim. E analisei, tendo a seguinte solução:

Se somos perfeitos, temos manias. E de manais nós somos feitos. Se não tivermos manias não seremos nós mesmos. E de que vale a vida se não formos o primeiro”.

E assim, vivendo em si, eternizou-se.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quatorze do três de dois mil e nove.

Estou ansioso, é meu primeiro dia. Esperei longos meses cultivando cada pedaço do mistério do que seria o início do terceiro grau.
Eu sou acadêmico, sou calouro, é mais fácil me definir como “PERDIDO”.
Estou na Universidade, grandes merda. Eu continuo perdido.
Não sou mais calouro, sou aprendiz das minhas decisões e daqui pra frente tudo que eu quiser ser vai depender de mim.
Em menos de um semestre já tive professores distantes da normalidade, uma louca e outro tarado, ainda bem que eu sou normal.
Sou preguiçoso, talvez carismático e tampouco bonito, pode ser que seja eu.
Nunca fui amante da leitura, nem fui estudioso. Até hoje não aprendi a escrever, desconheço as concordâncias, mas continuo duvidando das minhas capacidades.
Eu tenho amigos, companheiros, devo agradecer a todos eles, bons ou ruins todos querem o meu bem.
Eu já disse, não gosto de estudar e jamais serei bom em me alto descrever, sou burro minha gente! Não da pra perceber dentre as roupas desajeitadas e os cabelos despenteados.
Sim, eu trabalho. Porém, não senti nem o cheiro do tal primeiro salário, é muito azar pra pouco pibidiano.
Eu odeio a Oi, quero estudar, quero fazer meus trabalhos, quero minha banda larga, eu sou responsável, acreditem.
Ainda desconheço todas as normas da ABNT e só de lembrar já dá calafrios, pois me vem à imagem infernal da LDB.
O fim do semestre está próximo e de quebra tenho que começar a terminar o meu projeto, deu pra entender não é.
Por fim estou aqui, jamais fiz uma descrição em público sobre mim tão espontânea, espero que tenham gostado.
Mil desculpas, mas não troco tão cedo a privacidade do meu bloco de notas.

sábado, 25 de junho de 2011

Profile

Espero que jamais desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que reconheças o poder do outro sem esquecer do seu. Que as mentiras alheias não confundam as verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares , continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desleixo.

O tempo passou, com ele foi-se a minha habilidade de escrever linhas, preencher lacunas, enumerar espaços em branco e até mesmo colocar pingos em minha vida.  Nunca fui bom em tudo que fiz, nem tentei chegar perto da perfeição, até porque isso não existe e nunca existirá na vida de qualquer ser humano.
Longos dois meses se passaram, posso dizer que congelei no tempo ou apenas vivi momentos e deixei de lado meu pequeno visgo artístico, um erro o qual não deve se repetir. Sem as palavras não sou nada, não somos ninguém e muito menos aprendemos a ler através dos olhos de outro alguém.
Faço trechos, começo histórias, porém meus fundamentos não são bem claros, minhas idéias estão distantes de ser compreensíveis e o meu retorno é um mistério sem fim. Descompensado é o jeito que os dados rolam sob a mesa, ironicamente o meu destino se resume a números e projeções lógicas de como será o resultado que tanto se espera ao lançar a sorte diante de um pedaço oco de cor amadeirada.
A angustia de associar todos os defeitos e imperfeições a mim faz com que eu me assemelhe a um jogo de bloquinhos, o qual você lapida de várias formas. Insegurança é a palavra certa para definir essa permissão tola. Com isso, minha única solução é a repulsa, quanto mais distante estiver de ti poderei me reestruturar contra todas as mutilações do destino.
Por fim, é meio complexo tentar prever o que se pode acontecer daqui pra frente. Esse paradoxo retrógrado há muito tempo não me ergue, só enche o meu corpo e transborda a alma de forma que acomode todos os meus sentidos durante o processo temporal.

terça-feira, 19 de abril de 2011

*Insira o espaço em branco*

Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz, eu, caçador de mim. Nada a temer senão o correr da luta. Nada a fazer senão esquecer o medo, abrir o peito a força numa procura. Fugir as armadilhas da mata escura. Longe se vai sonhando demais. Mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir, eu, caçador de mim

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quando um sorriso vira pó.

Passam dias, horas, minutos, segundos e aqui estou, preso a um mundo mágico, tentando buscar a ausência que cresce cada vez dentro de mim, penso que hoje ainda posso segurar o punho de outro alguém, sentir as veias do pulso saltar com toda força feita no ato de companheirismo, só que por um instante sinto o desapego larçar-me para longe vigorosamente, seco e sem sentimento como uma rocha que só se corrói depois de muitos anos.
Aos poucos vou me desintegrando, aniquilando toda a esperança, amor e afeto pelos que me abraçam. Foi-se o tempo em que algumas órbitas giravam ao meu redor, deixei de ser o sol de toda a constelação, passei a ser um único e pequeno astro que ao longo do tempo vai surgir em forma de Lua. Fria, gélida e oca, porém esplendorosa ao cair da noite, ela iluminará a todos e restabelecerá a sua existência mais uma vez.
De nada me assombra intercalar os fatos a um sorriso em forma de poeira, não é fácil e muito menos extremamente complexo entender tudo isso, basta fechar os olhos e analisar com o coração, um sorriso falece a partir do momento em que perde o seu brilho inicial, esmaga o teu sentimento e só resta aprender com solidão a forma mais segura de sobreviver.
Um dia tudo isso pode passar, ter um ponto final, contudo as lembranças sempre permanecem, nada dentro de você pode ser deletado, só que tu aprendes outros meios de bloquear a história que constituí sua vida, e daí você sabe o porque a Lua ergueu-se novamente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Meu tudo

Pra quem tem uma amizade bela tão quanto o arco-íris, não é preciso se preocupar com fotos preto e branco, as cores de cada sentimento alimentam-se das molduras do quadro. Há quem diga que a amizade é dividida só por cores, é claro que não, isso é absurdo, costumo afirmar que pelo decorer da jornada  você conquista os setes pigmentos que constituem esse mistério, o qual o ultimo e maior mérito é, desfrutar o pote de ouro guardado ao fim.
O grande segredo não é você conquistar as cores e muito menos o pote de ouro, pois será um objetivo tolo, alcançará com vígor, porém o vázio fará parte do seu coração. Vou lhes contar o real motivo:  tu cresceras com as cores, inricarás com o tesouro, mas o seu maior bem está na amizade. Ela estabeleceu tal elo e lapidou a essa bela esmeralda que denomino como amor. Sim, ele é existe, contudo não posso toca-lo, apenas senti-lo e ver o quanto vale a pena ter um outro alguém, que te dê força, abrace, divida sua dor, sorrisos e conforte-o.
Nossa, como perdeu a graça eu conta-los o que simplesmente levo comigo, cada pedaço dessa fabula pertence a mim e vivo inestimávelmente todos os momentos. Posso parecer um tanto egoísta, mas não abro mão do que me faz feliz e acho que deveriam buscar o mesmo, só que antes de tudo aprendam a dar valor aos que te amam com a alma, eles são a verdade ideologia da vida.

Cito apenas três palavras: Viva, Sinta, Ame.    

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ausência.

Sinto saudade. Sinto falta. Sinto a ausência tomar conta do espaço em branco, ser só as vezes é bom, agarrar a solidão faz com que projete além de seu limitado ponto de vista, reflita e cresça acima de tudo.
Quem disse que escolher a solidão é egoísmo? Gosto de senti-la, questiona-la, presencia-la, pena que está partindo. Encontrei um ponto norte, estou caminhando em direção a você, o meu pote de ouro no final da estrada, minha outra metade, uma estrela guia que ao brilhar conforta-me, quando imagino em te perder, a dor aperta o peito tão forte quanto a solidão, dor pela a qual tento desviar, pra poder te ter sempre comigo. Agora você é meu vício, mora dentro de mim, vou lhe guardar até o fim, proteger ao máximo, dando a própria vida para sermos um único ser.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vejo em seus olhos

Um outro alguém, algo incompleto, um cubo mágico que é necessário várias voltas para decifra-lo, talvez tudo que eu precise é sentir um aroma diferente, distinto e deixe-me levar por esse impulso. 
Posso estar errado, enganado-me, ter abraçado o nada, não importa. Tudo o que quero é estar ao teu lado, vendo o quanto isso transformou a minha tristeza em esperança, sabendo que dia após dia, relembrarei o nosso primeiro encontro.  Dia este, onde suas duas esmeraldas me hipnosaram reservando-te como unica resposta o meus lábios para lhe confortar.