sábado, 28 de setembro de 2013

First day at university.




Parece até aquelas loucuras cinematográficas, onde o assunto é sobre bananas mecânicas e laranjas voadoras. Besteiras ditas atoa, sem juízo de valor, mas amigo meu certa vez, disse-me que tudo aquilo que engolimos garganta abaixo, não possui sabor. Sabe, até que parece uma boa justificativa pra quem tem todos os parafusos no lugar. Afinal, até os beijos precisam ser degustados com alguma emoção e isso, eu não largo de mão.


Parecia um dia como qualquer outro, mas lá estávamos.  Sentados em barcos de papéis, numa mesa fundo de garrafa, com três litros de cerveja e mais um bocado de estrelas nos espiando. Nós eramos quatro no total, eu estava olhando os seus olhos, o gingado dos seus óculos arredondados e os outros dois, estavam ingerindo doses de relances junto a nós, conversando sobre mais um dia, pessoas da vida, discorrendo sobre o invisível e brincando de jogar com as palavras num buceto de esquina. 


Fazia tempo que meu copo não se encontrava tão cheio, preenchido com a suavidade de algo que já havia saboreado antigamente, um momento de descontração que nem a imaginação conseguiria desenhar dentro de um pedaço de papel. Eu estava entre 


amigos

e

provavelmente

bebendo 


melhor

bebida

do mundo. 


Porque amizade tem dessas coisas, de fazer com que o peso dos pés se tornem naturalmente menores. E acerca dos sorrisos, eu não preciso nem dizer. 


domingo, 1 de setembro de 2013

Eu já provei todos.



O tipo daquele que te faz ir até a lua e pisar em falso. Aquele com gosto de amora e desejo de fogo. Aquele que tira meio tempo do seu horário de almoço. Eu já marquei duas horas antes, pra ter tudo que tinha direito. Eu já fiz charme pra provar de novo. Eu nunca engordei saboreando, mas juro que, comeria quantas vezes possíveis fosse. Olhei o oceano também, algumas vezes isso se assemelha com esse tipo, só que de uma maneira mais carinhosa. Já fiz sem tesão, sem vontade, sem segundas intenções, aliás, não sei nem porque encostei tão perto, dizem que é pecado.
Tem gente que prefere com intensidade, brutalidade. Outros preferem com delicadeza, suavidade e gentileza. Tem gente que faz de cabeça pra baixo, em baixo do estrado, em cima do estofado.  Tem gente que esquece o significado, deita, debruça e depois vai embora. Tem gente que treina na maçã, pera, laranja e até mesmo abacaxi. Tem pra todos os gostos, de todas as idades e com vários formatos. Existem várias distinções, vários jeitos de contar e de sentir isso da mesma maneira. Minha vó diz que é como andar de bicicleta, pedala uma vez e depois que pega gosto, você não quer mais parar de sentir a brisa no rosto. É quase a mesma sensação. De não querer parar ou se sentir tirando os pés do chão.
É como um dom, só alguns sabem usá-lo de uma forma exemplar, fazem a mudança, que conquistam de primeira. Na mesma sintonia, tem daqueles que com tanta experiência, sabem domar todos os vinte e nove músculos antes dos trinta e cinco segundos de frio na barriga. Tem disso um pouco mesmo, digo por experiência própria. E, logicamente, tem aqueles que não sabem nem onde encostar a mão ou pra qual lado do pescoço virar. Se vão pra esquerda, direita, meia-lua ou direto ao ponto. São tantas perguntas que passam na cabeça, que suar frio é o de menos.
Sinceramente, não me enquadro em nada, não estou em nenhuma das opções. Porque quando se trata em beijar, desde o fascínio do primeiro encostar de lábios, até a última mordida, parece ser único. A verdade é que não existe essa de bom ou fora dos padrões. Afinal, a magia está naquilo que mais te contagia, no que combina, no que torna a confusão e adrenalina, em apreciação.