sábado, 28 de setembro de 2013

First day at university.




Parece até aquelas loucuras cinematográficas, onde o assunto é sobre bananas mecânicas e laranjas voadoras. Besteiras ditas atoa, sem juízo de valor, mas amigo meu certa vez, disse-me que tudo aquilo que engolimos garganta abaixo, não possui sabor. Sabe, até que parece uma boa justificativa pra quem tem todos os parafusos no lugar. Afinal, até os beijos precisam ser degustados com alguma emoção e isso, eu não largo de mão.


Parecia um dia como qualquer outro, mas lá estávamos.  Sentados em barcos de papéis, numa mesa fundo de garrafa, com três litros de cerveja e mais um bocado de estrelas nos espiando. Nós eramos quatro no total, eu estava olhando os seus olhos, o gingado dos seus óculos arredondados e os outros dois, estavam ingerindo doses de relances junto a nós, conversando sobre mais um dia, pessoas da vida, discorrendo sobre o invisível e brincando de jogar com as palavras num buceto de esquina. 


Fazia tempo que meu copo não se encontrava tão cheio, preenchido com a suavidade de algo que já havia saboreado antigamente, um momento de descontração que nem a imaginação conseguiria desenhar dentro de um pedaço de papel. Eu estava entre 


amigos

e

provavelmente

bebendo 


melhor

bebida

do mundo. 


Porque amizade tem dessas coisas, de fazer com que o peso dos pés se tornem naturalmente menores. E acerca dos sorrisos, eu não preciso nem dizer. 


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