Parece
até aquelas loucuras cinematográficas, onde o assunto é sobre
bananas mecânicas e laranjas voadoras. Besteiras ditas atoa, sem
juízo de valor, mas amigo meu certa vez, disse-me que tudo aquilo
que engolimos garganta abaixo, não possui sabor. Sabe, até que
parece uma boa justificativa pra quem tem todos os parafusos no
lugar. Afinal, até os beijos precisam ser degustados com alguma
emoção e isso, eu não largo de mão.
Parecia um dia como
qualquer outro, mas lá estávamos. Sentados em barcos de papéis,
numa mesa fundo de garrafa, com três litros de cerveja e mais um
bocado de estrelas nos espiando. Nós eramos quatro no total, eu
estava olhando os seus olhos, o gingado dos seus óculos arredondados e os outros dois, estavam ingerindo doses de relances junto a nós,
conversando sobre mais um dia, pessoas da vida, discorrendo sobre o
invisível e brincando de jogar com as palavras num buceto de
esquina.
Fazia tempo que meu copo não se encontrava tão cheio,
preenchido com a suavidade de algo que já havia saboreado
antigamente, um momento de descontração que nem a imaginação
conseguiria desenhar dentro de um pedaço de papel. Eu estava entre
amigos
e
provavelmente
bebendo
a
melhor
bebida
do mundo.
Porque
amizade tem dessas coisas, de fazer com que o peso dos pés se
tornem naturalmente menores. E acerca dos sorrisos, eu não preciso nem
dizer.
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