domingo, 1 de setembro de 2013

Eu já provei todos.



O tipo daquele que te faz ir até a lua e pisar em falso. Aquele com gosto de amora e desejo de fogo. Aquele que tira meio tempo do seu horário de almoço. Eu já marquei duas horas antes, pra ter tudo que tinha direito. Eu já fiz charme pra provar de novo. Eu nunca engordei saboreando, mas juro que, comeria quantas vezes possíveis fosse. Olhei o oceano também, algumas vezes isso se assemelha com esse tipo, só que de uma maneira mais carinhosa. Já fiz sem tesão, sem vontade, sem segundas intenções, aliás, não sei nem porque encostei tão perto, dizem que é pecado.
Tem gente que prefere com intensidade, brutalidade. Outros preferem com delicadeza, suavidade e gentileza. Tem gente que faz de cabeça pra baixo, em baixo do estrado, em cima do estofado.  Tem gente que esquece o significado, deita, debruça e depois vai embora. Tem gente que treina na maçã, pera, laranja e até mesmo abacaxi. Tem pra todos os gostos, de todas as idades e com vários formatos. Existem várias distinções, vários jeitos de contar e de sentir isso da mesma maneira. Minha vó diz que é como andar de bicicleta, pedala uma vez e depois que pega gosto, você não quer mais parar de sentir a brisa no rosto. É quase a mesma sensação. De não querer parar ou se sentir tirando os pés do chão.
É como um dom, só alguns sabem usá-lo de uma forma exemplar, fazem a mudança, que conquistam de primeira. Na mesma sintonia, tem daqueles que com tanta experiência, sabem domar todos os vinte e nove músculos antes dos trinta e cinco segundos de frio na barriga. Tem disso um pouco mesmo, digo por experiência própria. E, logicamente, tem aqueles que não sabem nem onde encostar a mão ou pra qual lado do pescoço virar. Se vão pra esquerda, direita, meia-lua ou direto ao ponto. São tantas perguntas que passam na cabeça, que suar frio é o de menos.
Sinceramente, não me enquadro em nada, não estou em nenhuma das opções. Porque quando se trata em beijar, desde o fascínio do primeiro encostar de lábios, até a última mordida, parece ser único. A verdade é que não existe essa de bom ou fora dos padrões. Afinal, a magia está naquilo que mais te contagia, no que combina, no que torna a confusão e adrenalina, em apreciação.

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