Na ponta do pé sempre sustentei a minha força, carreguei sobre os ombros e calcanhar no chão, a realidade que me aflorava.
O sangue circulava, junto ao tendão que ligava e fincava carne-corpo. Num vise-versa, num trás e volta, que por mais corroído que estivesse, permanecia suspenso defronte qualquer dificuldade.
Ossos cravados espírito a dentro, faziam-me viajar têmporas a fora sem saber a direção.
Vivia sem pé nem mão, numa doce estrada de chão. Vivia a vida de um cidadão, que sem sobrado e nem trocado, guardava o dinheiro do pão.
Lutador de determinação, continuei com as solas dos pés ao chão. E agora de paletó e gravata gomada, deixou a vida de peão, lembrando-a como apenas uma recordação.

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