Apronto minha cama pela a tua espera, desdobro, redobro e sufoco de tanto arrumar. Espero sentado, pensativo e bem trajado, juntamente a angustia que passa por dentro.
Apresso-me no desespero de olhar, vezes após vezes, o meu portar. Provando meticulosamente o jeito de auto-mutilar o meu espelhar.
Acolá avisto rapidamente pequeno polegar, entusiasmado só pelo andar, que sobre sol e vento a passar, começa a me acompanhar.
Portão a dentro, fechadura lacrada, estamos eu e tu nesta nova morada.
Desajuizados, abraçados e esquentados com cobertas que exalam a paz. Assim, largado e confortado, nos braços do teu abraço, estou.
Ah, então eu torno a imaginar, o que há de passar frente aos olhos deste alguém que está a me debruçar.
Só posso pensar que meu único direito seja o teu olhar, que agora meio desacordado torna a nos analisar sem julgamentos, sem hesitar.

Amar é guardar o sono do outro é como uma daquelas promessas sem nome. A gente diz boa noite como quem fecha a porta de um jardim ♥
ResponderExcluir