segunda-feira, 16 de julho de 2012

Acolchoado





Apronto minha cama pela a tua espera, desdobro, redobro e sufoco de tanto arrumar. Espero sentado, pensativo e bem trajado, juntamente a angustia que passa por dentro.

Apresso-me no desespero de olhar, vezes após vezes, o meu portar. Provando meticulosamente o jeito de auto-mutilar o meu espelhar.

Acolá avisto rapidamente pequeno polegar, entusiasmado só pelo andar, que sobre sol e vento a passar, começa a me acompanhar.

Portão a dentro, fechadura lacrada, estamos eu e tu nesta nova morada. 

Desajuizados, abraçados e esquentados com cobertas que exalam a paz. Assim, largado e confortado, nos braços do teu abraço, estou.

Ah, então eu torno a imaginar, o que há de passar frente aos olhos deste alguém que está a me debruçar.

Só posso pensar que meu único direito seja o teu olhar, que  agora meio desacordado torna a nos analisar sem julgamentos, sem hesitar.


Um comentário:

  1. Amar é guardar o sono do outro é como uma daquelas promessas sem nome. A gente diz boa noite como quem fecha a porta de um jardim ♥

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