Carol penteia os seu cachos negros mulato,
junto a garôa que se estende sob o domingo nublado.
Extenuada de seu sufoco,
abre as asas e curva-se meia-lua
debruçando sobre sua canga pitanga,
os dilemas de vidas passadas.
junto a garôa que se estende sob o domingo nublado.
Extenuada de seu sufoco,
abre as asas e curva-se meia-lua
debruçando sobre sua canga pitanga,
os dilemas de vidas passadas.
Neguinha faceira,
tira os chinelos e com covinhas a saltar,
já nos mostra o gingado apimentado ao caminhar.
Pousada agora aos pés do mar,
balança saião,
refrescando-se com ondas que lhe relembram o verão.
Sentada a beira mar,
a mulata há de recitar
uma prosa para Iemanjá,
pedindo abrigo e um lar
que faça a mágoa extirpar .
Então menina moça
prepare-se para lutar,
estenda a mão pro ar
e lance sem pensar sua caravela de sonhos ao mar,
para que suas preces continuem a navegar,
na fé de seu Orixá.

Minha impressão geral de Roraima é que é um lugar onde todo mundo é muito bem letrado, poético e romântico. Confere?
ResponderExcluirHAHAHAHAHAAHA. Nem sempre, acho que só alguns.
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