domingo, 1 de julho de 2012

Mulata a Beira Mar.



Carol penteia os seu cachos negros mulato, 
junto a garôa que se estende sob o domingo nublado. 
Extenuada de seu sufoco, 
abre as asas e curva-se meia-lua 
debruçando sobre sua canga  pitanga, 
os dilemas de vidas passadas.


Neguinha faceira,  
tira os chinelos e com covinhas a saltar, 
já nos mostra o gingado apimentado ao caminhar. 
Pousada agora aos pés do mar, 
balança  saião, 
refrescando-se com ondas que lhe relembram o verão.


Sentada a beira mar, 
a mulata há de recitar 
uma prosa para Iemanjá, 
pedindo abrigo e um lar 
que faça a mágoa extirpar .


Então menina moça 
prepare-se para lutar, 
estenda a mão pro ar 
e lance sem pensar sua caravela de sonhos ao mar, 
para que suas preces continuem a navegar, 
na fé de seu Orixá.

2 comentários:

  1. Minha impressão geral de Roraima é que é um lugar onde todo mundo é muito bem letrado, poético e romântico. Confere?

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  2. HAHAHAHAHAAHA. Nem sempre, acho que só alguns.

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